MAR

Oi pessoal,

Tudo bem? Hoje vou dar uma dica cultural para vocês.

Para aproveitar o feriado de São Jorge, fui com minha família ao Museu de Arte do Rio, o MAR, que fica na Praça Mauá, aqui no Rio de Janeiro. A entrada foi gratuita e tava salpicando gente por lá.

Se tem uma coisa que eu tenho horror é fila. Fila de banco, fila de restaurante, fila de ingresso. Mas tenho que confessar: apesar de parecerem enormes à primeira vista, as filas andavam rápido, porque entravam grandes grupos de cada vez e a organização é boa.

Logo que se chega ao museu, você pega seu bilhete para entrar e, se sua bolsa for mais larga do que 30 centímetros, você é obrigado a deixá-la no guarda-volumes (mas pode ficar com celular, câmera fotográfica, carteira e o que mais quiser em mãos).

Daí você se direciona para os elevadores e começa o passeio. No sexto andar, tem uma instalação provisória (que só fica até a próxima segunda-feira, dia 29 de abril) que imita o princípio de uma câmera obscura. Depois de enfrentar uma fila por aproximadamente 10 minutos (que passaram rápido, pois a vista te distrai), um grupo de 12 ou 13 pessoas entrou no simulador. O efeito é bem interessante e se assemelha às câmeras pinhole: com orifícios de três tamanhos diferentes, é possível observar, de cabeça para baixo, a paisagem que está do lado de fora. Quanto menor a abertura, mais nítida fica a imagem.

Câmera escura por dentro
Câmera escura por dentro

No quinto andar, a fila para entrar nas exposições é um pouco maior. Levei cerca de 15 minutos. É nessa fila que você apresenta o bilhete de entrada e passa na roleta.

Fila para passar na roleta
Fila para passar na roleta

O museu é dividido em seções. Tirar fotos (sempre sem flash) é permitido apenas para algumas obras. Nas legendas dos quadros de Tarsila do Amaral, por exemplo, sempre diz que é proibido fotografar.

A primeira exposição se chama Rio de Imagens: uma paisagem em construção, tem curadoria de Carlos Martins e Rafael Cardoso, e mostra a visão do Rio de Janeiro de mais de 60 artistas – entre eles Roberto Burle Marx, Emiliano Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral – ao longo de quatro séculos. São pinturas, xilogravuras, fotografias, esculturas que mostram como é a cidade carioca. Fica no MAR até 28 de julho.

CLAUDIA_JAGUARIBE_Menina da laje
“Claudia Jaguaribe (1955) Menina na Laje, 2011. Impressão jato de tinta em metacrilato. Col. Museu de Arte do Rio – MAR. Doação da artista e da H.A.P. Galeria, Rio de Janeiro” Fonte: Pinterest

A segunda exposição, O Colecionador: arte brasileira e internacional na Coleção Boghici, tem curadoria de Leonel Kaz e Luciano Migliaccio. O nome é bem sugestivo: uma coletânea de oito movimentos artísticos da modernidade fazem parte do acervo de Jean Boghici, colecionador e fundador de uma das primeiras galerias de arte do Rio, chamada Relevo. Em O Colecionador, cerca de 150 obras estão expostas. Entre os artistas estão ainda Di Cavalcanti e Tarsila, além de Jean-Baptiste Debret e Tunga. Fica até 1º de setembro.

"Emiliano Di Cavalcanti | Mascaradas, c. 1930; guache e pastel sobre papel | 58 x 49 cm | Coleção Geneviève e Jean Boghici​" Fonte: Divulgação/MAR
“Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976), Mascaradas, c. 1930. Guache e pastel sobre papel. Coleção Geneviève e Jean Boghici​” Fonte: Divulgação/MAR

A terceira se chama Vontade construtiva na Coleção Fadel, com curadoria de Paulo Herkenhoff e Roberto Conduru, mostra a participação da família Fadel, uma das maiores colecionadoras de arte do Brasil, no debate cultural brasileiro. A exposição traz a aproximação das vanguardas artísticas europeias do início do século XX com os anos de 1960 a 80. Obras de Ismael Nery, Jacques Douches, Lygia Clark, entre outros. Vontade Construtiva fica exposta até 7 de julho.

"Ismael Nery (1900-1934). ​Duas figuras, c.1928.​ Óleo sobre cartão colado em madeira. Coleção Hecilda e Sérgio Fadel" Fonte: Divulgação/MAR
“Ismael Nery (1900-1934). ​Duas figuras, c.1928.​ Óleo sobre cartão colado em madeira. Coleção Hecilda e Sérgio Fadel” Fonte: Divulgação/MAR

O abrigo e o terreno [arte e sociedade no Brasil 1] é a última do ciclo. Os curadores Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff dão foco na habitação através de obras de diversos artistas. A problemática da moradia e dos espaços sociais é concebida através de obras de artistas como Adir Botelho, Walter Carvalho e Hélio Oiticica. Fica até 14 de julho.

"Walter Carvalho | Universidade Federal, 2007. Fotografia.Coleção do artista" Fonte: Divulgação/MAR
“Walter Carvalho. Universidade Federal, 2007. Fotografia.Coleção do artista” Fonte: Divulgação/MAR

Achei todas as mostras bastante interessantes e, como não são muito longas, não cansam o visitante. Tudo estava bem organizado também.

Saindo do museu, ainda é possível relaxar no Cristóvão Café e Bistrô (que tem um pastel de forno de carne seca sensacional que custa por volta de R$ 6,00) e dar uma passada na lojinha Novo Desenho (achei os preços bem salgados. Bolsa tipo sacola do MAR, por exemplo, custa R$ 93,00. Linda, mas cara).

Serviço:

Museu de Arte do Rio (MAR)

Praça Mauá, Rio de Janeiro – RJ

(21) 2203-1235 info@museudeartedorio.org.br

Visitação: de terça a domingo (inclusive feriados), das 10h às 17h

Ingressos: R$ 8,00 inteira R$ 4,00 meia / Terças-feiras têm entrada gratuita

Valeu a visita!

Beijos,

Ligia

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Escrito por

Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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