DALÍ NO CCBB

Continuando as comemorações dos 25 anos do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB), a mostra de Salvador Dalí, em cartaz até 22/09, traz 150 peças, entre pinturas, desenhos, gravuras, documentos e fotografias, vindas das principais instituições colecionadoras do artista: a Fundação Gala-Salvador Dalí, em Figueres, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, e o Museu Salvador Dalí, na Flórida. A exposição faz uma enorme retrospectiva, desde os anos 1920 até seus últimos trabalhos, mostrando a evolução não só da técnica como de suas influências.

Montada em ordem cronológica, a mostra “traça a trajetória do artista passando pelas diversas fases de sua produção”. Sua fase mais conhecida, a surrealista, está presente em obras como La memoria de la mujer‐niña (1929) e Figura y drapeado en un paisaje (1935). Além das telas e outras peças na exposição, o espectador poderá assistir a filmes codirigidos pelo artista em uma sala de exibição do CCBB. O cão andaluz (1929) e A idade de ouro (1930) estão na programação. Quando fala o coração (1945), de Alfred Hitchcock, também está no cronograma, pois algumas cenas foram desenhadas por Dalí. Ilustrações para clássicos da literatura como Don Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, também fazem parte do acervo.

Por meio da assessoria de imprensa da mostra, a curadora da exposição e diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Salvador Dalí, Montse Aguer, explicou o objetivo da exposição:

– Queremos mostrar uma exposição antológica, que apresente a evolução de Dalí, sua evolução de acordo com a evolução de seu século e que sua pintura é um referencial do imaginário coletivo de sua época. Queremos analisar um artista que tem profundo respeito pela história da arte e abre caminhos para a arte contemporânea.

La memoria de la mujer‐niña, 1929. Museo Reina Sofía, Madrid. © Salvador Dalí, Fundació Gala‐Salvador Dalí, Figueres, 2014.
La memoria de la mujer‐niña, 1929. Museo Reina Sofía, Madrid. © Salvador Dalí, Fundació Gala‐Salvador Dalí, Figueres, 2014.

Montse considera que a maior contribuição de Dalí para a arte é justamente o método paranóico-crítico da interpretação da realidade.

– Dalí apela ao nosso subconsciente, o nosso desejo, a nossa memória, a nossa capacidade de interpretar o mundo em tantos significados. Busca apreender a realidade para além do olho humano.

Organizada pelo Instituto Tomie Ohtake em parceria com o CCBB, a Fundação Gala-Salvador Dalí, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofí e o Museu Salvador Dalí, a mostra fica em cartaz até o dia 22 de setembro, seguindo para São Paulo, onde permanece no Instituto Tomie Ohtake de outubro a dezembro.

Serviço:

CCBB Rio de Janeiro

Até 22 de setembro

De quarta a segunda, das 9h às 21h.

Rua Primeiro de Março, 66. Centro, Rio de Janeiro, RJ.

* Em tempo de Rio $urreal, aproveitem que a entrada é franca!

Beijos,

Ligia

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Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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