TIM MAIA – O FILME

Dia 30 estreia nos cinemas o filme Tim Maia, cinebiografia de um dos maiores ícones da música popular brasileira. A pré-estreia foi ontem (28) e o Paz, amor e lápis de cor estava lá!

Com produção de Rodrigo Teixeira e Rômulo Marinho Junior, e roteiro de Antonia Pellegrino e Mauro Lima, que também dirige o longa, Tim Maia conta a trajetória do cantor em diversas fases de sua vida, como a adolescência na Tijuca, nos anos 1950, a juventude nos Estados Unidos, onde desembarcou em 1959 com apenas 16 dólares no bolso, e o auge de sua carreira, nos anos 1990, até sua morte, aos 55 anos. Quem diria que Sebastião Rodrigues Maia, aquele menino que entregava marmitas preparadas pela mãe, se transformaria em um dos maiores cantores do país, adicionando às suas canções boas doses de soul e funk que transformariam a música popular brasileira.

Robson Nunes como Tim Maia e Luis Lobianco como Carlos Imperial / Foto: PapricaFotografia
Robson Nunes como Tim Maia e Luis Lobianco como Carlos Imperial / Foto: PapricaFotografia

O roteiro do longa foi baseado nos livros Vale-tudo, o som e a fúria de Tim Maia, de Nelson Motta, e Até parece que foi sonho: meus trinta anos de amizade e trabalho com Tim Maia, de Fábio Stella. Mas a direção quis ir além do que era contado na biografia e buscou relatos de pessoas que conviveram com Tim, para abordar aspectos pouco conhecidos da vida do cantor.

Cauã Reymond como Fábio / Foto: Paprica Fotografia
Cauã Reymond como Fábio Stella / Foto: Paprica Fotografia

O filme é contado a partir do ponto de vista de Fábio, papel de Cauã Reymond, melhor amigo de Tim. É a partir dele que o espectador é conduzido pela história. Apesar de ser uma cinebiografia, o filme apresenta aspectos de ficção. Uma das liberdades tomadas no roteiro pelo diretor foi a criação da personagem Janaina, vivida por Alinne Moraes, que representa uma junção das mulheres que tiveram mais importância na vida de Tim. Também participam do filme nomes como George Sauma, fazendo o papel de Roberto Carlos, e Luis Lobianco, sendo Carlos Imperial, produtor artístico e apresentador do programa Clube do Rock, da TV Tupi.

Em entrevista exclusiva ao Paz, amor e lápis de cor, Robson Nunes e Babu Santana, que interpretam Tim Maia nas fases jovem e adulto, respectivamente, contaram como foi a experiência. Babu lembra que engordou 15 quilos para o papel, saindo de 112 para 127kg, e que recebeu o convite com satisfação máxima, pois considera Tim um herói:

– Desde pequeno meu pai ouve, eu sou fã pelo meu pai, que está aí hoje [ontem] e vai assistir, estou nervoso. Foi uma satisfação imensa, espero que este trabalho renda muitos frutos, espero que eu possa ter representado bem esse nosso grande ídolo.

Sobre as semelhanças com o cantor, Babu destaca três principais:

– Acho que o início, as origens, a cútis parda. Eu acho que tem muita coisa em comum no sentido social. Uma coisa que a gente fez no filme foi não tentar imitá-lo e sim senti-lo e transmiti-lo. Então é isso que fica, o grande ídolo Tim Maia. Estou muito feliz.

Babu Santana / Foto: Ligia Lopes
Babu Santana / Foto: Ligia Lopes

Ao passo que Babu enxerga muitas características em comum com Tim, Robson Nunes, que interpreta o cantor em sua fase mais jovem, ressalta as diferenças:

– Eu sou muito diferente do Tim e os desafios acho que foram todos os possíveis e imagináveis. Porque para fazer o Tim Maia da Tijuca, eu que sou o Robson de São Bernardo [puxando o “r”], já tive que pegar este espírito. Primeiro vim para cá [para o Rio de Janeiro] para “cariocar”, depois fiquei trabalhando com o Babu Santana e a Maria Silvia, que preparou a gente. Foi muito legal que nesses laboratórios, a gente tinha um foco, que era ser um único Tim Maia, e eu acho que a gente conseguiu passar essa mensagem. Pelo menos a galera vem falando que nem percebeu direito a mudança [de um ator para o outro no filme]. Isso para a gente é muito gratificante. O Tim Maia, mais do que ninguém, merece ter sua história contada. Uma história linda, uma pessoa que viveu tão intensamente merecia ter sua história retratada nas telonas do cinema. E eu acho que o grande público vai conhecer um Tim Maia que poucos conheceram.

Robson Nunes / Foto: Ligia Lopes
Robson Nunes / Foto: Ligia Lopes

O ator Flavio Bauraqui também foi prestigiar o lançamento do filme e falou com exclusividade para o Paz, amor e lápis de cor sobre a importância do filme para a cultura nacional:

– Em primeiro lugar, eu acho que qualquer filme nacional é importante por ele mesmo. Mas um filme nacional que retrate a vida de um artista nacional, um artista nacional negro, que é um expoente da música brasileira, me faz ficar muito emocionado, e acho que ele já cumpriu a função só por isso. Mas, independente disso tudo que eu falei, eu acho que o filme é muito bem realizado, o elenco está incrível, uma direção sensacional, fotografia majestosa. Saio daqui muito feliz e me sinto muito bem representado como ator de cinema que sou e como artista por este filme. Estão todos de parabéns.

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Flavio Bauraqui / Foto: Ligia Lopes

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Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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