BASTIDORES RIO 2016

Club France

A jornalista e fotógrafa Mayra Nolasco, de 25 anos, trabalhou como assessora de imprensa e relações públicas do Club France, casa da delegação francesa, que ficou instalada na Sociedade Hípica Brasileira, durante a Olimpíada.

Para quem não sabe, a assessoria de imprensa é a ponte de comunicação entre o cliente (Comitê Olímpico Francês, neste caso, que estava promovendo o evento) e a imprensa. Eram cinco pessoas fazendo a assessoria do Club France. Dois freelancers (que era o caso de Mayra) do Rio de Janeiro, que trabalhavam na Casa, e mais três coordenadores de São Paulo, da empresa de comunicação MktMix que se revezavam e iam no clube a cada cinco dias.

In loco, Mayra trabalhou dos dias 1º a 21 de agosto, último dia da Casa da França, mas, antes disso trabalhou por duas semanas em home office. A jornada era intensa, trabalhou os vinte dias direto, sem fim de semana ou feriado. O Club France abriu ao público no dia 5 de agosto e ficou aberto até o dia 21, funcionando das 12h às 2h. O horário que a produção e assessoria trabalhava começava às 10h.

A produção do evento, as assessoria de imprensa, o marketing e o Comitê Francês tinham uma área reservada para trabalharem. Os escritórios ficavam em contêineres com mesa, ar condicionado, computador e água que ficavam num espaço que o público não via, “sequer imaginava”. Lá, eles tinham um restaurante exclusivo. A área dos profissionais era diferente da área comum do Club France.

Contêineres / Foto por Mayra Nolasco
Contêineres / Foto por Mayra Nolasco

– Ficavam seguranças na porta e só entrava quem tinha credencial, e a gente ficava ali no nosso mundinho. Nós, da assessoria, gostávamos de colar na parede do contêiner as principais publicações que saíam do Club France, então a gente colava as folhas na parede, mas chegou uma hora em que não dava mais, a gente ocupou tudo. Teve um momento – até onde eu contei – que estavam em trezentas e muitas publicações. Depois disso eu parei de contar, mas é claro que a gente tem um relatório final com tudo. Nossa parede do contêiner começou a ser tomada, começou a ocupar espaço das outras pessoas que não eram assessoria de imprensa, então a gente teve que parar de colar os papéis na parede.

Para a assessora, o dia mais importante da Casa foi o dia da abertura.

– Foi o dia que a Casa recebeu o presidente da França, então esse foi o dia. Não só por ser a abertura da Casa, que estava começando e todos estavam apreensivos, esperando que tudo desse certo. Depois disso, todo mundo ficou um pouco mais leve e foi muito importante pra gente, inclusive levando em conta os últimos acontecimentos na França. O Club France era um lugar visado e que estava sofrendo muita pressão até mesmo do público a respeito da segurança da Casa, então o dia especial foi a ida do presidente e foi tudo perfeito, brilhante. A gente não teve nenhum problema nem ali nem depois. Não tivemos sequer uma situação de tensão em relação à segurança ou em relação a qualquer problema que um grande evento pode dar.

O Club France contou com diversas atrações, como sessões de autógrafos da federação francesa, cerimônias com os medalhistas, área de food trucks – na chamada Place du Marché – com gastronomia francesa e atividades para a família.

Place du Marché / Foto por Mayra Nolasco
Place du Marché / Foto por Mayra Nolasco

– A Casa era aberta ao público em geral, era paga, e nela o público podia assistir aos jogos da França nos telões, havia uma área gastronômica dedicada à França, uma área de atividades para a família, que tinha arco e flecha, petanque, vôlei, futebol, badminton, golfe, enfim, eram algumas atividades esportivas que ficavam abertas de 13h às 19h. Além disso, tinha um lounge da Air France para as pessoas confraternizarem, onde tinha um restaurante que servia algumas mesas do lounge, e um DJ também tocava em certo horário do dia, então acabava sendo um lugar bem legal para a confraternização dos amigos.

Durante as quintas, sextas e sábados, o grande picadeiro do Club France – onde passavam os jogos e eram realizadas cerimônias de medalhas – virava o Le Club, uma boate onde eram realizadas as festas noturnas.

Por conta da intensa jornada de trabalho, Mayra mal conseguiu torcer pelo Brasil durante os Jogos Olímpicos.

– Eu não vi praticamente nada das Olimpíadas do Brasil, mas, em compensação, da França sei tudo o que aconteceu, porque pude ver pelo telão. Mas, fora o Club France, nem nas outras casas eu consegui ir, por conta até mesmo do horário, já que a Casa da França era a única que ficava até 2h aberta. Estou aproveitando as Paralimpíadas, acho que é um excelente momento para aproveitar, além de poder ver, acho que é um momento único para apoiar os Jogos Paralímpicos, então uni o útil ao agradável.

De acordo com Mayra, quem trabalhava na produção – principalmente a assessoria de imprensa – tinha que estar em contato com tudo do Club France, inclusive os atletas, mas quem cuidava da agenda deles era a assessoria do Comitê, que tinha uma comunicação própria.

– Qualquer assunto relacionado aos atletas, como entrevistas, não era a assessoria do Club France – eu e a equipe – que fazia, era diretamente com a assessoria deles. E essa relação era muito boa, a gente estava sempre em contato com a comunicação francesa, então nós tínhamos essa relação direta com tudo, só não podia estabelecer regras e marcar tarefas aos atletas, porque isso não era da nossa competência. Minhas atividades especificamente eram sugerir pautas, notinhas e curtinhas, desenvolver de releases, ter contato direto e dar apoio à imprensa. Qualquer ajuda ou solicitação que a imprensa tivesse era comigo e com a equipe. A gente também recebia os jornalistas no clube, para apresentar o espaço, tirar as dúvidas, acompanhar as gravações e entrevistas dentro do Club France. E a gente não atendia só tvs e jornais de esporte, a gente tinha muito tema no mesmo evento, então era bastante trabalho por isso, envolvia vários segmentos do jornalismo: gastronomia, música, arte, tecnologia, programação infantil.

Segundo Mayra, o único lugar do Club France que era restrito ao público e à imprensa era o chamado social club, local destinado para receber os convidados do Consulado Francês e do Comitê Olímpico Francês.

– Lá também era onde se reuniam as “famílias olímpicas”, onde o atleta podia levar sua família para almoçar, jantar, passar o dia, assistir aos jogos. Neste local havia também o restaurante de Claude e Thomas Troisgros, além do buffet Aquim.

Porém, apesar de haver uma área exclusiva para eles não serem incomodados, os atletas circulavam pelo Club France também no espaço comum, entre o público.

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Cerimônia de medalhas / Foto por Mayra Nolasco

– Era muito comum passar um medalhista e alguém do público pedir para tirar uma foto, e todos eles foram sempre muito solícitos e simpáticos: tiravam foto, deixavam tocar na medalha. Muito acessíveis. Eles realmente curtiam o espaço e vivenciavam aquela experiência com o público geral. Eu acho que o diferencial dessa casa em comparação às outras era esse contato direto que o público podia ter com os atletas. Eles estavam no clube, participavam das cerimônias de medalhas, todos os medalhistas passaram por lá – fazia parte da agenda deles -, a imprensa francesa estava toda lá, inclusive tinham duas tvs da França e uma rádio que faziam os programas ao vivo, num link diretamente do Club France. Era uma relação bem legal, bem direta entre atletas franceses e os brasileiros.

Para ela, é difícil destacar um melhor momento que viveu trabalhando ali.

– Acho que o evento como um todo foi uma experiência incrível, um evento muito grande, então essa experiência internacional para mim foi o maior ponto, se eu tivesse que destacar o que mais valeu a pena foi isso, você estar em contato com a imprensa do mundo inteiro. Para mim, como jornalista, foi muito legal. E claro que, você tendo acesso a todo o clube, ao social club, que era a área restrita, pude conhecer muita gente legal, muita gente importante.

Hospitalidade na Olimpíada

Cursando o 4º período de Publicidade e Propaganda, a estudante Ana Carolina Bassini, 18, aproveitou o recesso das aulas para trabalhar na área de hospitalidade no Golfe Olímpico, na Barra da Tijuca, lidando com patrocinadores dos jogos e seus convidados.

Ela trabalhou durante os oito dias de competições do golfe masculino e feminino: primeiro round feminino, primeiro round masculino, segundo round feminino, segundo round masculino, semifinal feminina, semifinal masculina, final feminina e final masculina. Numa jornada de 11h por dia junto de uma equipe de mais oito recepcionistas e uma gerente que, dentre outras funções, escalava os recepcionistas para seus devidos pontos, as horas de almoço, e supervisionava se todos os pontos tinham gente para atender.

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– A área de hospitalidade era uma área reservada, que nem todo mundo tinha acesso. Para entrar lá era preciso um passe específico que dava direito a apenas uma diária de evento. Essa área era destinada a convidados das empresas que eram patrocinadoras da Olimpíada. As pessoas de fora, que não tinham nenhum vínculo com os patrocinadores, podiam adquirir o passe mediante pagamento. Ele custava R$ 500 por dia para o primeiro round, o segundo e a semifinal e R$ 800 para a final, onde a quantidade de passes disponíveis era muito mais limitada.

A função de Ana Carolina era recepcionar o público, fiscalizar os passes, direcioná-las e auxiliá-las, dando informações e tirando dúvidas. Como a maior parte dos visitantes eram estrangeiros, ela precisou falar em inglês com a maioria deles.

– A minha relação com os patrocinadores era muito interessante porque ali consegui notar como as pessoas são diferentes. Tinham aquelas que eram muito receptivas, que puxavam assunto comigo, que queriam saber de mim, o que eu estava achando dos jogos, como estava sendo trabalhar lá, quantos anos eu tinha etc, e, para outras pessoas, eu estava ali mesmo apenas para auxiliar com pequenas coisas. Uma coisa muito legal com os patrocinadores é que como a maioria deles era estrangeiro e a Olimpíada mesmo veio com essa proposta, tinha muito pin (tipo broches) que era trocado entre a gente. Na minha cordinha da credencial, eu acabei juntando vários pins, eu trocava com os próprios patrocinadores, as pessoas que iam no centro de hospitalidade, as  pessoas vinham trocar comigo, me davam, então foi muito legal, uma coisa diferente que aproximou a gente.

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Pins na credencial

A área de hospitalidade do Golfe Olímpico era dividido em três áreas de recepção, sendo uma reservada somente para a patrocinadora Bridgestone. Do outro lado era um lounge grande que tinham dois espaços: Ipanema (área comum) e Parque da Tijuca (camarotes fechados destinados à pessoas que tinham comprado aquele espaço).

– A pessoa que comprava o Parque da Tijuca, tinha um lugar fechado para ela, mas podia transitar por Ipanema. Mas, em contrapartida, quem eram de Ipanema não podia entrar no Parque da Tijuca.

Lá, tinham várias televisões mas, durante todo o evento, só era permitido transmitir os jogos de golfe que estavam acontecendo. Fora do horário de trabalho, Ana Carolina conseguiu ir a apenas um jogo da Olimpíada, de handball, com seu pai.

Apesar dos Jogos Olímpicos já terem acabado, Ana Carolina tinha vontade de trabalhar na Paralimpíada também.

– Como foi um evento muito específico, ele não se estendeu para a Paralimpíada, mas eu tinha vontade de trabalhar também nos Jogos Paralímpicos, mas como não estou em recesso, eu não iria conseguir conciliar com a faculdade.

Transporte e Hospedagem na Olimpíada

A também jornalista Luiza Pinho Schulz, 24, trabalhou como gerente na equipe de transporte na área de não competição na Olimpíada. Ela era responsável pela logística de horários que as delegações chegavam e saíam nos centros de treinamento, os chamados venues. Ela trabalhou em duas instalações: na UFRJ, chamada de FUR (Federal University of Rio) – todas as siglas durante a Olimpíada eram em inglês – e na PMC (Pier Maua Cruise).

– Minha função era saber os horários dos treinos, saber a hora da saída dos atletas da vila e recebe-los ao chegar na minha venue. Em FUR trabalhei com equipes de rugby, hockey de grama, polo aquático e nado sincronizado.

Nesta venue, coordenava uma equipe de 14 voluntários junto de mais dois gerentes.

– Minha Olimpíada começou antes de todos, pois como estava numa venue  de treinamento, os atletas tinham que treinar antes das competições. FUR foi aberta no dia 23 de julho para eles. O horário de treinamento era de 6h30 às 23h, mas sempre tínhamos reunião no começo e no fim do dia. Eu era a responsável de transporte pela manhã, trabalhava de 6h30 às 17h30, totalizando onze horas de trabalho diários em games time, como chamávamos a época das Olimpíadas.

Voluntários com o time da Grã-Bretanha
Voluntários com o time da Grã-Bretanha

Em FUR tinham duas LZs (Load Zones), “o que, no bom português, é a carga e descarga de atletas”. Era sempre necessário ter voluntários em cada LZ, porque, por mais que houvesse o cronograma do dia, os ônibus dos atletas podiam aparecer mais cedo ou mais tarde para recepcioná-los e encaminhá-los para o vestiário certo.

– Por mais que os ônibus fossem o nosso foco, éramos responsáveis por todos os tipos de transportes com rodas que entravam na nossa venue, de skate a caminhão.  Só entrava quem tinha o VAPP (Vehicle Access Permited Parking), um adesivo colado no vidro do carro ou caminhão, na lataria da moto etc, que dava acesso à FUR. Quem não tivesse o adesivo não entrava, mesmo quem fosse credenciado.

De acordo com Luiza, para a logística de FUR estar completa, era necessário ao menos um voluntário na entrada da LZ 1 (polo aquático e nado sincronizado) e outro voluntário na LZ 1 para receber os atletas; um voluntário no controle do VAPP; um voluntário na entrada da LZ 2 (hockey de grama e rugby) e outro na LZ 2; e mais outro dentro da venue para avisar caso algum treino caísse, para distribuir os tickets das refeições e água para todos os voluntários em seus devidos postos.

– Eu ficava sempre revezando de lugar com eles e precisava estar presente sempre que os ônibus chegavam, já que era necessários alguém que falasse inglês para saber diretamente com o técnico da seleção se realmente o horário que nos passaram da garagem era o que ele iria embora. Então, essa interação transporte e delegação era muito boa e tranquila. Nenhum problema ocorreu e tudo aconteceu da melhor forma.

Dos 14 voluntários que estavam trabalhando na equipe, Luiza destaca dois, que vieram de Londres.

– Um tinha 74 anos, mas era triatleta e médico, não aparentava a idade e era só bom humor. Não sabia falar uma palavra de português, mas nos ajudava muito na comunicação com os atletas. O outro tinha 29 anos e era casado com um brasileiro, então falava português e inglês perfeitamente, o que foi ótimo para a tradução para os outros membros da equipe. Meus outros voluntários eram brasileiros, mas todos diferentes. Tinham de 18 a 70 anos, e é muito legal a diferença de todos e a interação geral.

Nos primeiros dias de treino, a delegação do Quênia de rugby masculino estava sempre por lá, então a equipe de transporte ficou bastante próxima dela.

– Eles eram muito simpáticos e carismáticos. Então, no último jogo deles nas Olimpíadas, eles enviaram ingressos para a equipe para todos irem lá prestigiar, pois como víamos sempre os treinos, nada mais justo que ver jogando pra valer mesmo.

Luiza e Kenia, também gerente, com o time do Quênia
Luiza e Kenia, também gerente, com o time do Quênia

Como eram três gerentes dividindo a função, conseguiam ter uma folga por semana. Luiza aproveitava o dia livre para passar o dia no Parque Olímpico assistindo às competições.

– Consegui ir em tudo que eu queria ir, fora que como saía às 17h30, dava para ir direto para alguma coisa. Então fui no futebol feminino, vi o Bolt correr, consegui ver as meninas do handball do Brasil, o clássico emocionante basquete entre Brasil e Agentina, a medalha de ouro brasileira inédita no boxe, a final do polo aquático e ginástica rítmica. E claro, os nossos amigos quenianos em campo!

Já em PMC, ela estava sozinha e sem voluntários. Cuidava da logística dos ônibus das seleções feminina e masculina de basquete dos Estados Unidos, que estavam hospedados no navio Silver Cloud.

– Era um trabalho “mais fácil” por serem só dois ônibus e duas equipes, mas “mais importante” por ser o dream team e por ter a Prefeitura e Polícia Federal junto, já que todo ônibus deles tinham que ter batedores, aquelas motos em frente e atrás do ônibus, com policiais, para evitar o trânsito. E, também por ser um local turístico e com muitas pessoas em volta, nosso maior medo era o terrorismo ou a falta de privacidade dos nossos atletas, então tivemos milhões de reuniões, treinamentos e estudos para conseguirmos que essa logística fosse bem executada, pois os ônibus da USAB (basquete dos EUA) passava por dentro do Boulevard Olímpico. Tudo deu certo, graças a Deus. Mas nossa preparação foi muito intensa para tudo isso.

O ônibus da USAB
O ônibus da USAB

Luiza, que já havia trabalhado na Copa do Mundo como jornalista, se enche de orgulho para falar agora do seu trabalho nas Olimpíadas.

– Ajudei a construir o maior evento esportivo do mundo. Estar nos bastidores, ver os nossos planos saírem do papel e conseguir entregar um trabalho bem feito foi nosso maior presente. É emocionante ver como essa festa que chamamos de Jogos Olímpicos fizeram tão bem ao povo brasileiro. Demos mais valor aos nossos atletas, ficamos mais patriotas e vimos que conseguimos melhorar o país, basta querer. E as Paralimpíadas só ganharam com o legado olímpico, ver as arenas cheias e a energia da torcida movem os nossos atletas e não é à toa que estamos indo tão bem! Foi muito gratificante e especial, uma honra ter sido convidada para trabalhar no comitê e ajudar a fazer esta festa chamada Olimpíada.


Todos sabemos que eventos de grande porte são movidos a várias mãos. O espetáculo que vemos na tv só é possível graças ao empenho de muitos profissionais que estavam ali, trabalhando arduamente, para nos dar o melhor show, a melhor recepção, as melhores informações. Este post foi uma pequena homenagem aos que fizeram e ainda fazem parte dos bastidores dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

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Escrito por

Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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