FESTIVAL LIVMUNDI

Nos dias 8 e 9 de outubro, os bairros da Gávea e do Jardim Botânico, aqui no Rio de Janeiro, vão receber a primeira edição do Festival LivMundi. O evento tem como proposta estimular uma vida mais saudável para o cidadão e o planeta.

De acordo com a idealizadora do projeto, Luciane Coutinho, o nome LivMundi foi escolhido a partir da junção de duas palavras em latim, base da nossa língua: live (viver) e mundi (mundo).

– Buscamos palavras que, juntas, tivessem esse caminho. Optamos por tirar o “e” de live para ter uma leitura mais fidedigna da palavra, porque as pessoas poderiam ler live, em inglês. Então, o nome LivMundi foi escolhido por sua sonoridade, pelas palavras que tinham a ver com nossa proposta, usando o latim para passar esses conceitos.

A ideia do festival surgiu por motivos diferentes. O mais curioso é o envolvimento pessoal da idealizadora com o bairro do Jardim Botânico e seus interesses com causas sustentáveis.

– O meu avô foi benemérito dentro do Jardim Botânico do Rio, plantou várias árvores lá e foi onde eu passei a minha infância. Eu moro e trabalho no bairro, então, de certa forma, sempre tive um envolvimento grande com aquela região. Além disso, sempre participei de muitos eventos relacionados ao tema sustentabilidade e sempre via as mesmas pessoas ali. Eram pessoas já cientes do que a gente precisava fazer e das nossas preocupações em relação ao futuro do planeta  dessa convivência com o sustentável. Mas essa discussão não se ampliava, e eu me perguntava como poderíamos fazer com que o cidadão comum também abraçasse esta causa. Diante destas questões, com o intuito de destribalizar o conteúdo, fazendo com que ele não ficasse restrito a determinados nichos, começamos a construir a ideia dentro da MashUp [agência de publicidade, realizadora do projeto, da qual é sócia].

A principal prerrogativa, desde quando começaram a conceituar o projeto, é que ele deveria ter entrada franca, porque só assim conseguiriam efetivamente fazer com que todas as pessoas tivessem acesso.

– Essas foram as determinações que nos guiaram: a vontade de destribalizar esse conteúdo e, por conta disso, fazer com que ele tivesse livre acesso e, ao mesmo tempo, um envolvimento de uma história de vida minha.

Agora, segundo Luciane, a ideia é fazer com que o festival se torne parte do calendário anual da cidade, podendo, no futuro, sair destes bairros e ser realizado em outros polos da cidade, “talvez mais carentes deste conteúdo”.

Nesta edição, as atividades irão ocorrer em quatro espaços: o Jardim Botânico do Rio (Espaço Organismo Vivo), a praça Santos Dumont (Espaço Terra), o Nirvana (Espaço Ar) e a Laje (Espaço Fogo).

– Os nomes foram escolhidos por serem elementos básicos da natureza. A gente associou Organismo Vivo ao Jardim Botânico porque ali é o grande centro de todas as atividades e, vamos dizer, o grande motivador do projeto. O Espaço Terra é porque na Praça Santos Dumont vamos trabalhar muito a questão dos orgânicos, dos produtores locais. No Espaço Fogo,vamos desenvolver uma série de atividades de imersão, de busca de ideias relacionadas aos problemas urbanos, então a Clarissa [Biolchini, cofundadora e sócia-diretora de Inovação da Laje], que é uma grande entendedora do assunto, vai conduzir esse grupo para trabalhar questões relacionadas aos problemas do cotidiano, como a questão da mobilidade. Chamamos de fogo porque é como se você estivesse ali naquela efervescência de ideias. E o Espaço Ar a gente relacionou ao Nirvana porque a gente está falando de uma prática que exige uma grande concentração da respiração, então a meditação e a própria yoga estão muito relacionadas com essa percepção sensível ao que é vital, que é a respiração, mas que passa muitas vezes despercebida.

O evento é para toda a família, tendo atividades específicas para o público infantil, como a oficina de tapioca, e outras para os adultos, como debates, palestras ou oficinas que exigem mais cuidado até pelas ferramentas que são manuseadas. A oficina de papelaria, por exemplo, é para um público “de 8 a 80 anos”, brinca Luciane, porque todos podem participar.

A ideia de todos os locais serem interligados e a entrada ser franca em todos eles contribui com a ideia de inclusão e as atividades colaboram com a proposta principal do evento, promovendo uma vida mais saudável e sustentável.

– A gente espera que isso seja uma forma de transformar. A gente acredita que as pessoas estão desejosas por isso, então muitas vezes, por receio ou por falta de conhecimento, fiquem à margem desse conceito de sustentabilidade. A nossa proposta é que no dia seguinte do evento, estas pessoas façam uma pequena transformação em suas vidas. Como a gente fala, são transformações que viciam.

O intuito não é falar só dos males que o ser humano está fazendo para o mundo, porque teria uma pegada mais “baixo astral”.

– É o momento de transformar, estamos levando muitas imagens boas, para caminhar por este mundo, já que estamos cheios de notícias ruins. As pequenas transformações que vão acontecendo, de alguma forma, que vai se multiplicando.

A programação completa pode ser vista no site do Festival. Todas as palestras têm vagas limitadas e as inscrições são feitas no próprio site do evento.

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Escrito por

Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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