TOM JOBIM – 90 ANOS

Nesta terça-feira, 20/12, às 20h, será realizado o concerto Tom Jobim – 90 anos no Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico. O show contará com a participação de Paulo Jobim, filho de Tom, e do gaitista José Staneck. A Orquestra Sinfônica Cesgranrio e o Instituto Antônio Carlos Jobim apresentam a homenagem sinfônica que marca o início das celebrações dos 90 anos do maestro, que seriam completos no dia 25 de janeiro do próximo ano.

Sob a regência do maestro Eder Paolozzi, serão executadas a Suíte Mítica, composição inédita de Paulo Jobim, o Concertino Romântico para Gaita e Orquestra, composição de Aluísio Didier a partir de rascunhos inéditos da década de 1950, feitos por Tom Jobim, que será executado por Staneck, e o Brasília Sinfonia da Alvorada, composição do próprio Tom, última parte do concerto, apresentada pela Orquestra Cesgranrio.

Staneck explica como surgiu a ideia de fazer um concerto de fim de ano para dar início às comemorações dos 90 anos do maestro Tom Jobim e fala da expectativa para a noite.

– Foi um ano muito especial com uma série de concertos com a Sinfônica Cesgranrio sob a regência do Maestro Eder Paolozzi. Pensamos neste concerto como uma forma de comemorarmos juntos estas realizações e nada mais incrível que homenagear o Tom no teatro que leva seu nome e ao lado também de Paulo Jobim, seu filho. Tocar com orquestra é sempre uma emoção muito grande e esta composição tem uma história muito linda por trás de tudo, em especial da maneira como foi feito este resgate.

Paulo Jobim completa:

– A gente fez uma gravação de algumas dessas músicas com uma orquestra jovem aqui no teatro. E a gente queria voltar a fazer isso. Então marcamos no dia 20, que já é véspera de Natal, e vamos fazer.

Sobre executar o Concertino Romântico para Gaita e Orquestra, o gaitista diz que a sensação é muito maior do que o fato de ser inédito.

– Ter achado os rascunhos do Tom; o apoio da família através do Paulo Jobim; a dedicação, competência e inspiração do Aluísio Didier fazem deste concerto algo realmente muito especial.

Ainda sobre o Concertino, Jobim conta que Didier compôs em cima de duas linhas melódicas, intituladas Concertino para Gaita.

– Didier me perguntou se eu não queria compôr sobre este rascunho, mas eu preferi que ele fizesse para que não ficasse tão pessoal. Eu acho que para mim, é meio maluco fazer isso, pegar rascunhos de meu pai e finalizá-los. Aí, quando eu conheci o Staneck, eu disse a ele que tinha uns negócios para gaita no acervo (do Instituto Antônio Carlos Jobim), e aí ele achou essas duas melodias, que meu pai havia feito para o Edu da Gaita, mas não finalizou, então o Didier fez e acabou terminando a tarefa que não foi terminada. Eu vou tocar a Suíte Mítica, inspirada em mitos indígenas, e vou fazer duas peças dela, Onça e Passarinho, com violão, e Baião de Sináa, com a orquestra.

Sobre a relação com o pai, Paulo Jobim afirma ser difícil falar, porque só teve Tom como pai, então para ele é normal. Gostavam de bichos, soltavam pipa, pescavam e, mais velho, tocaram juntos em algumas ocasiões.

– Eu vivia em casa e ele trabalhava em casa, então eu cresci ouvindo aquele piano o tempo todo. Até quando eu fui escrever o cancioneiro dele, tinha algumas músicas que eu não sabia e aí eu colocava a gravação e ia escrevendo, aí no meio da música já vinha tudo na minha cabeça, provavelmente porque eu já ouvia aquilo desde menino. Ensinamentos dele na música foram apenas comentários, porque eu nunca estudei com ele. Eu estudei com outras pessoas, porque é aquele negócio de “santo de casa não faz milagre”. Estudei piano, violão, flauta… Flauta eu estudei com a Odette Ernest Dias, que até hoje toca uma flauta lindíssima, e depois começou a tocar muito chorinho, acho até que fui eu que influenciei ela. Eu tinha um álbum do Pixinguinha de choros e eu comecei a tocar isso na aula dela, acho que daí ela desandou a pesquisar chorinho, entrou nessa de música brasileira, e é gozado que até hoje ela tem o sotaque francês.

Pelo menos uma outra homenagem será feita em comemoração aos 90 anos de Tom.

– O Mário Adnet está fazendo um projeto grande, com gravação de DVD, com orquestra, e eu vou participar também – adianta Paulo.

Sobre a expectativa para amanhã, modesto, diz:

– Eu espero que soe bonito, gosto muito do teatro aqui, quando a gente gravou com orquestra ficou muito legal o som, e eu espero que fique maravilhoso também com a Orquestra do Cesgranrio, que tem uma meninada muito boa, é impressionante. São músicos muito bons com seus 20, 25 anos, algum de 30.

Eles ensaiaram todos juntos na última semana e amanhã, antes do concerto, irão ensaiar novamente. O show é às 20h. Nos vemos lá?

Teatro Tom Jobim (Rua Jardim Botânico, 1008). Ingressos a R$ 30,00 (inteira). Classificação livre.

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Escrito por

Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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