A DIFÍCIL TAREFA DE SER

Viver. Ninguém disse que seria fácil viver. Só nos avisaram que da vida só podemos ter certeza de uma coisa. E ninguém quer que essa certeza chegue. É, este ano foi cheio de barreiras, umas quedas livres, mas muitas superações (mesmo que superacinhas) e decisões (mesmo que decisinhas).

As pessoas vão te julgar de qualquer forma, então esqueça todo mundo e seja você mesmo.

Umas decisões que a gente escolhe pra vida e outras que a vida escolhe pra gente. A gente decide se vamos levantar na hora certa ou ficar mais cinco minutinhos na cama, se vamos levar guarda-chuva ou torcer para que não chova, se vamos levar comida de casa, pedir delivery ou comer na rua, se vamos ao cinema ou assistir a alguma série, se vamos… se vamos. E sempre vamos para algum lugar.

Nossa tarefa é tentar andar lado a lado com a vida e, para isso, precisamos tomar a sábia decisão de sermos nós mesmos. Sabe aquilo de viver cada dia como se fosse o último? É isso mesmo. E como poderemos viver cada dia desta maneira se não pensarmos no que nós queremos para nossas vidas?

A gente passa tanto tempo querendo agradar os outros, que quando nos colocamos em primeiro lugar nos sentimos culpados.

Quando decidi ser eu mesma – por decidir ser eu mesma, entenda quando me coloquei em primeiro lugar – tomei decisões que mudaram o rumo da minha vida. Pra melhor. Talvez muito mais internamente do que à vista de todos.

Desde que eu percebi que eu não preciso agradar aos outros, mas a mim mesma, e que eu não devo me sentir culpada por ponderar opiniões mas tomar minha própria decisão, e não me sentir mal por não satisfazer aos planos que os outros fizeram pra mim, mas aos que eu mesma plantei e colhi, eu conquistei minha própria personalidade. E vou me mantendo a cada dia com menos doses de culpa e mais doses de coragem, com menos doses de julgamentos alheios e mais julgamentos próprios do que é certo, errado, bom ou não pra mim.

Ser você mesmo é o melhor que você pode ser e essa é sua melhor versão de si, e não a que moldaram para você se encaixar. E é normal que no começo a gente se sinta culpado, porque a gente aprendeu a encaixar ali, mesmo que com o passar do tempo o espaço passe a ficar meio apertado e a gente meio encolhido, e aprendeu a agradar os outros, calando as próprias vontades.

As pessoas podem não gostar dessa sua versão autêntica e virarem as costas. Mas é que às vezes elas estão acostumadas com aquela sua versão padrão e podem achar que é rebeldia, mas é apenas você sendo você mesmo. Tudo tem seu tempo e não cabe a nós apressarmos as coisas.

Tive pessoas que se afastaram de mim porque sou sensível demais, transparente demais, me importo demais, choro demais ou rio demais, mesmo sendo amiga demais… acredite: até das perdas a gente pode tirar coisas boas. Se não ficaram, era pra irem.

Como disse Bukowski, qualquer problema que você tiver comigo é seu.

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Escrito por

Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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