SÉRIE MULHERES: JESSICA BIOT

Jessica Biot, de 27 anos, nasceu com sede de mundo. Mulher de muitas vontades, se joga naquilo que gosta, principalmente se estiver praticando alguma atividade, seja na praia ou em meio à natureza. Mas, de tudo o que gosta, o que se sobressai é o gosto pela liberdade.

Nascida em Cannes, na França, veio para o Brasil aos 4 anos de idade, formou-se em jornalismo e hoje apresenta um canal no youtube. Criar um canal na plataforma era uma vontade antiga que só conseguiu se organizar recentemente para lançar.

– Sempre gostei de expor minhas opiniões e de inspirar pessoas com determinados temas. Também sempre fiquei à vontade na frente das câmeras e nunca me atraiu a ideia de fazer vídeos com assuntos que não eram do meu interesse. Por me faltar espaço onde eu pudesse fazer o que eu quisesse, surgiu essa vontade.

Jessica trabalhou nas Olimpíadas e juntou o dinheiro para programar uma viagem, já que iria de qualquer forma para a Austrália, a trabalho, pois passou no processo seletivo para participar da Commonwealth Games, “um tipo de Olimpíada da comunidade inglesa”, explica. Aproveitou que iria viajar para lá e, antes, decidiu passar pelo Hawaii e Califórnia para curtir e criar conteúdo para o canal.

– Valeu muito a pena. Durante a viagem trabalhei alguns dias para fazer uma graninha extra, mas nada demais. Aqui na Austrália, estou trabalhando e depois que acabar o evento vou trabalhar em algum restaurante, café ou algo do tipo aqui para me sustentar. Aqui , e na maioria dos países desenvolvidos, tem disso, né? Você pode trabalhar com qualquer coisa que você vai ganhar bem e ter uma super vida independente, tendo seu carro e até mesmo casa na frente da praia. Isso tudo sem ter que se matar de trabalhar o dia inteiro, trabalhando apenas meio expediente.

Ela está viajando sozinha, mas nem parece! Faz amigos por todos os lugares por onde passa.

– Vou ficar aqui até julho, ou seja, no total serão seis meses viajando… Quero tentar ir para a Indonésia também, mas isso vai ser só com o tempo para ver se vai ser possível.

A paixão pelo esporte surgiu pelas revistas, filmes de surf e estilo de vida que sempre viu no seu tio que é surfista. Já participou de competições de surf e ginástica olímpica, modalidade que praticou por 15 anos, o que levou ao segundo lugar na competição nos dois brasileiros que participou.

– Sou viciada em viagens, esportes e comida [risos]. Na minha rotina estão surf, que pratico desde os 16 anos, mais ou menos, skate e altinha. Pratico todos os esportes, desde que eu me divirta. Sou meio hiperativa, então tenho a mesma vontade que uma criança quando chamam para fazer alguma coisa legal.

Em relação ao machismo no esporte, Jessica diz que o nota de forma leve.

– Nunca sofri machismo extremo no esporte, mas dá para perceber que as pessoas não levam muita fé antes de verem você praticando. Há falta de incentivo ao esporte no Brasil em geral, ao feminino principalmente. Isso faz com que os homens se destaquem mais e, como conseqüência, “vendam” mais [no sentido de ganhar prêmios mais altos que as mulheres numa mesma categoria]. E podemos colocar isso a nível mundial.

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Escrito por

Jornalista por profissão, vocação e paixão. ♡

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